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CBF e clubes aprovam novas regras para combater cera no futebol brasileiro

Foto do escritor: matheusgomesadvoga
matheusgomesadvoga
10 de ago.
3 min de leitura
Mudanças entram em vigor na próxima rodada do Brasileirão e incluem limites de tempo, ampliação do VAR e punição para jogadores que pressionarem a arbitragem.
Mudanças entram em vigor na próxima rodada do Brasileirão e incluem limites de tempo, ampliação do VAR e punição para jogadores que pressionarem a arbitragem.


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e representantes dos clubes das Séries A e B aprovaram nesta segunda-feira (10) um conjunto de novas regras para as competições nacionais. As medidas têm como principal objetivo reduzir a cera, aumentar o tempo de bola rolando e diminuir a pressão sobre os árbitros.


Diferentemente do que constava inicialmente, as mudanças não ficarão para a próxima temporada. O novo protocolo começará a ser aplicado já na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, marcada para os dias 15 e 16 de agosto.


As determinações também serão incorporadas à Copa do Brasil e ao Campeonato Brasileiro Feminino A1.


Veja as mudanças aprovadas.

Entre as principais alterações estão:


1. Cinco segundos para cobrar lateral: quando o árbitro identificar uma demora proposital, iniciará uma contagem visual. Caso o jogador não faça a cobrança, o lateral será revertido para o adversário.

2. Cinco segundos para cobrar tiro de meta: se a cobrança não for realizada dentro do prazo após o início da contagem, o adversário receberá um escanteio.

3. Dez segundos para sair na substituição: depois que a placa for levantada, o atleta substituído terá dez segundos para deixar o gramado pelo ponto mais próximo.

4. Punição por demora na substituição: caso o jogador ultrapasse o tempo estabelecido, seu substituto precisará aguardar pelo menos um minuto para entrar, deixando a equipe temporariamente com um atleta a menos.

5. Um minuto fora após atendimento médico: o jogador que receber atendimento dentro de campo deverá permanecer fora da partida por, no mínimo, 60 segundos.

6. Punição em caso de atendimento ao goleiro: se o goleiro precisar de atendimento, um jogador de linha da mesma equipe deverá permanecer fora do campo por um minuto.

7. Somente o capitão poderá falar com o árbitro: cada equipe terá um único representante autorizado a dialogar com a arbitragem. Os demais jogadores deverão se afastar quando o protocolo for acionado.

8. Adoção da “Lei Vini Jr.”: o jogador que cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão provocativa ou ofensiva com um adversário poderá receber cartão vermelho.

9. VAR poderá revisar o segundo cartão amarelo: a arbitragem de vídeo poderá intervir quando um segundo amarelo for aplicado de maneira equivocada e resultar na expulsão de um atleta.

10. VAR poderá revisar escanteios em situações específicas: a revisão será permitida quando um escanteio marcado incorretamente resultar diretamente em gol ou pênalti. Essa medida, porém, ficou prevista para entrar em vigor somente em 2027.


As normas seguem protocolos aprovados pela International Football Association Board (IFAB) e testados durante a Copa do Mundo de 2026.


CBF quer aumentar tempo de bola rolando


Um levantamento contratado pela CBF junto à empresa de estatísticas Opta apontou que as partidas da Série A têm, em média, 52 minutos e 54 segundos de bola rolando.


O número fica abaixo do registrado nas principais ligas europeias. A meta da entidade é aproximar os jogos brasileiros da marca de 60 minutos de bola em movimento.


O estudo também mostrou que as partidas da Série A registram média de 28,6 faltas. Cada cobrança demora aproximadamente 36,6 segundos para ser realizada, fator apontado como uma das principais causas da perda de tempo.


Reunião abre discussão sobre novo regulamento


O encontro ocorreu em um hotel na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, e foi o primeiro de uma série de cinco reuniões promovidas pela CBF para discutir um novo regulamento para o futebol brasileiro.


As próximas reuniões deverão abordar organização das competições, licenciamento e infraestrutura, procedimentos para realização das partidas, governança, fiscalização e integridade.


O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que o processo será conduzido em conjunto com clubes e federações.


“Esta é mais uma reunião que, como é prática desta gestão, se baseia no diálogo e acontece de forma democrática. Hoje daremos o pontapé inicial nesta série de cinco reuniões para falar de um novo regulamento”, declarou.


Além das mudanças nas regras, a CBF prevê aproximadamente R$ 200 milhões em investimentos na arbitragem entre 2026 e 2027, dentro do processo de modernização do setor.

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