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Empresário tem prisão preventiva decretada após ser acusado de agredir a esposa em São Paulo

Foto do escritor: matheusgomesadvoga
matheusgomesadvoga
17 de ago.
2 min de leitura
Dentista afirmou ter sido atacada com socos e um taco de beisebol, empresário nega as acusações e sustenta que também foi agredido.
Dentista afirmou ter sido atacada com socos e um taco de beisebol, empresário nega as acusações e sustenta que também foi agredido.

O empresário do mercado financeiro Ivo Vel Kos, de 48 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após ser acusado de agredir a esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Melo Falcão Vel Kos, de 27 anos, em São Paulo.


O episódio aconteceu entre a noite de sexta-feira (14) e a madrugada de sábado (15), após o casal retornar de um jantar. O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e violência doméstica, com aplicação da Lei Maria da Penha.


Imagens registraram parte da ocorrência

Segundo o relato de Giullia à polícia, as agressões começaram dentro do carro, quando ela teria recebido tapas e socos. A dentista também afirmou que o marido portava uma arma de choque, mas não chegou a encostar o equipamento nela.


Câmeras de segurança registraram parte do episódio na rua onde fica a residência do casal, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital. Nas imagens divulgadas, o empresário aparece avançando contra a mulher e desferindo um golpe que a derruba.


A vítima declarou ainda que foi atingida com um taco de beisebol e sofreu ferimentos no rosto e em uma das mãos. Ela conseguiu pedir ajuda e foi atendida por policiais. Os dois foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames.


Dentista relata agressões anteriores

Giullia afirmou que os episódios de violência teriam começado há aproximadamente dois anos e disse que temeu ser morta durante a agressão mais recente.

Após a ocorrência, ela permaneceu na casa dos pais e solicitou à Justiça uma medida protetiva contra o marido. A defesa da dentista também pretende pedir que o caso seja analisado sob um enquadramento criminal mais grave.



Medidas protetivas podem determinar, entre outras providências, o afastamento do investigado da residência e a proibição de contato ou aproximação da vítima. A aplicação e as condições das restrições dependem da decisão judicial.


Empresário nega as acusações

Ivo Kos negou ter iniciado as agressões. Em depoimento, o empresário declarou que teria reagido depois de ser atacado pela esposa durante a discussão. A polícia identificou lesões nos dois envolvidos.


A defesa do empresário apresentou um pedido de habeas corpus e informou que não comentaria outros detalhes do caso neste momento. A versão apresentada por ele também deverá ser analisada durante a investigação.


Após a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Com isso, Kos deve permanecer detido enquanto a Justiça avalia a continuidade da medida e o andamento do processo.


Investigação continua

O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo. A Polícia Civil deverá analisar as imagens das câmeras, os depoimentos, os exames realizados e outros elementos reunidos no inquérito.


A prisão preventiva não representa uma condenação. A responsabilidade criminal será definida pela Justiça depois da investigação e das demais etapas do processo, com direito à defesa e ao contraditório.


Mulheres em situação de violência podem procurar uma delegacia ou entrar em contato com o Ligue 180, serviço gratuito e confidencial que funciona 24 horas por dia. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190.

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