top of page
Design sem nome.png

Estágio de foguete da SpaceX atinge a Lua e deixa nova cratera

Foto do escritor: matheusgomesadvoga
matheusgomesadvoga
8 de ago.
2 min de leitura

Peça do Falcon 9 colidiu com a superfície lunar a aproximadamente 8.700 km/h; imagens captadas pelo satélite sul-coreano Danuri confirmaram alterações no local do impacto.


Um estágio superior do foguete Falcon 9, da SpaceX, atingiu a superfície da Lua na quarta-feira (5), após permanecer por mais de um ano em uma órbita instável ao redor da Terra.

O impacto ocorreu por volta das 3h34, no horário de Brasília, nas proximidades da cratera Einstein, localizada no extremo oeste da Lua, pouco além da região que pode ser observada diretamente da Terra.

O objeto, catalogado como 2025-010D, tinha aproximadamente 3,9 toneladas e atingiu o solo lunar a uma velocidade estimada de 2,43 quilômetros por segundo, equivalente a cerca de 8.700 km/h.

A colisão não representou risco para a Terra.


Imagens confirmam local do impacto

O momento exato da colisão não foi registrado diretamente. As primeiras imagens divulgadas nas redes sociais eram simulações produzidas a partir da trajetória calculada do foguete e não gravações reais do impacto.

Posteriormente, o satélite sul-coreano Danuri sobrevoou a região e registrou imagens do local. A comparação com fotografias anteriores mostra uma área mais escura e uma nova cratera formada pela colisão, além de sinais de material espalhado pela superfície.

As imagens foram divulgadas pelo Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Coreia do Sul. A Nasa também planeja observar a região com a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, que poderá produzir registros com maior resolução.

Antes da confirmação visual, astrônomos que acompanhavam o evento também detectaram a presença de sódio e lítio na nuvem de material lançada acima da superfície lunar, outro indício de que a colisão havia ocorrido.


De onde veio o foguete?

O estágio fazia parte do Falcon 9 lançado em 15 de janeiro de 2025, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A missão transportou em direção à Lua os módulos Blue Ghost Mission 1, da empresa Firefly Aerospace, e Hakuto-R Mission 2, da companhia japonesa ispace.

Depois de liberar as cargas, o estágio superior permaneceu em uma órbita altamente alongada ao redor da Terra. Nessa trajetória, aproximava-se da Terra e depois avançava para além da órbita da Lua.

Com o passar dos meses, a ação combinada da gravidade da Terra, da Lua e do Sol, além da pressão provocada pela radiação solar, modificou gradualmente sua trajetória até provocar a colisão.

A SpaceX explicou que, em lançamentos de alta energia destinados à órbita lunar, nem sempre sobra combustível suficiente para realizar uma manobra controlada de descarte do estágio.


Impacto foi previsto por astrônomos

A colisão havia sido prevista com antecedência pelo astrônomo independente Bill Gray, responsável pelo software Project Pluto, utilizado para calcular trajetórias de objetos próximos da Terra.

Um estudo científico divulgado antes do impacto estimava que a colisão poderia lançar material lunar a dezenas de quilômetros de altura e formar uma cratera com vários metros de profundidade.

Embora o evento não tenha provocado riscos imediatos, ele reforçou o debate sobre o destino de foguetes e outros equipamentos abandonados após missões espaciais, especialmente diante do crescimento do número de lançamentos em direção à Lua.

Impactos acidentais desse tipo ainda são considerados raros. Em março de 2022, outro estágio de foguete abandonado atingiu a Lua e formou uma cratera dupla. Estudos posteriores identificaram aquele objeto como parte de um foguete chinês Longa Marcha 3C.

 
 
 

Comentários


bottom of page