Mulher ateia fogo em loja da Vivo e ameaça funcionárias em Lambari

Uma mulher de 41 anos ateou fogo em uma loja da Vivo localizada no Centro de Lambari, no Sul de Minas Gerais, na manhã de quinta-feira (20). Câmeras de segurança registraram o ataque, que provocou correria entre as funcionárias e deixou móveis e equipamentos danificados.
Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido. As chamas foram controladas antes que se espalhassem pelo restante do estabelecimento.
Inicialmente, publicações nas redes sociais relacionaram o episódio a uma suposta insatisfação com o atendimento. Informações registradas pela Polícia Militar, entretanto, apontam que o ataque teria sido motivado por uma desavença pessoal entre a suspeita e uma das funcionárias.
Funcionárias buscaram abrigo durante o ataque
As imagens mostram a mulher entrando na unidade e iniciando uma discussão. Em seguida, ela espalha um produto inflamável sobre uma mesa de atendimento e provoca o incêndio.
Quatro mulheres estavam no estabelecimento. Três funcionárias correram para uma sala localizada nos fundos e trancaram a porta, enquanto outra conseguiu sair da loja.
A suspeita também estava com uma barra de ferro e tentou acessar o local onde parte das funcionárias havia se protegido. Sem conseguir abrir a porta, ela atingiu equipamentos e partes da estrutura antes de deixar o estabelecimento.
Pelo menos um computador foi destruído, parte da mesa de atendimento ficou queimada e uma porta foi danificada.
Pessoa que passava pelo local controlou as chamas
O incêndio não se espalhou porque uma pessoa que estava nas proximidades entrou na loja e utilizou um extintor para controlar o fogo. A rápida intervenção evitou que as chamas alcançassem outras áreas da unidade.
Depois que a situação foi controlada, as funcionárias deixaram o espaço onde estavam abrigadas. O responsável pela loja compareceu ao estabelecimento para avaliar os prejuízos e acompanhar os trabalhos de limpeza e organização.
Polícia apura motivação do ataque
Conforme as informações repassadas à polícia, a suspeita procurava especificamente uma das funcionárias. A desavença teria começado depois que a atendente iniciou um relacionamento com o ex-companheiro da mulher.
A funcionária relatou que vinha recebendo ameaças. No dia do ataque, a suspeita teria levado aproximadamente meio litro de gasolina e exigido que a atendente publicasse uma retratação nas redes sociais.
Durante as buscas, policiais foram até a residência onde a mulher ainda morava com o ex-companheiro. No imóvel, foram encontrados uma arma de fogo, munições e uma garrafa com vestígios de gasolina.
O armamento pertenceria ao homem, que possui registro como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). As circunstâncias envolvendo a arma e o material recolhido também deverão ser apuradas.
Até a conclusão do registro policial divulgado pela imprensa, a suspeita não havia sido localizada.
Vivo repudia violência
Em nota, a Vivo informou que acompanha o caso juntamente com a revenda responsável pela unidade. A operadora repudiou o ato de violência, confirmou que nenhuma pessoa ficou ferida e informou que a loja retomou o atendimento.
A Polícia Civil deverá investigar a motivação, os danos causados e a possível responsabilização da suspeita. O caso evidencia que o incêndio não decorreu de uma reclamação relacionada aos serviços da operadora, como indicaram as primeiras publicações, mas de um conflito pessoal que teria colocado funcionárias e outras pessoas em risco.


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